terça-feira, 30 de novembro de 2010

Dreams

Até o próprio oxigênio me sufocava, a escuridão parecia me engolir, eu estava trêmula e nervosa de mais para conseguir se quer me mexer. Tudo conspirava contra mim. Uma pressão sem tamanha empurrava meu estômago, esmagando-o. Minha respiração era rápida, ofegante. Ouvia meu coração que a cada segundo batia mais forte como que me avisando que a qualquer momento poderia explodir.
Eu ouvia sussurros o tempo todo, de todos os lados e não conseguia abrir os olhos, o medo do que encontraria ao abri-los, me impedia.
Algo me tomou a mente.
[Silêncio]
Ouvi uma voz, não era mais sussurro, tenho certeza. Era você, eu senti, com convicção afirmo isso.
Falava algo para mim, não conseguia ouvir, e minha visão estava embaçada de mais para conseguir olhar para você.
E por um segundo eu senti raiva de mim, um ódio extremamente venenoso, chegava a ser ácido. E foi tão bruto que acordei. Aos pulos, como tem sido sempre.
Como depois de tanto tempo, meu subconsciente tinha coragem de fazer aquilo comigo? Não consegui mais dormir e só pensava em como tudo tinha voltado a minha mente em questão de poucos minutos enquanto eu estava naquela cama completamente indefesa. Não se joga sujo assim consigo mesmo. Foi de uma maldade sem tamanho o que eu fiz comigo depois que perdi você. O medo me assombra em todas as noites, e tudo o que eu quero agora é que a claridade venha bater em minha janela.
Sonhos, o que eu faço com eles?

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