terça-feira, 30 de novembro de 2010

Just miss

Tenho saudade de tudo. Da minha infância principalmente. Do tempo em que me carregavam no colo, do tempo em que bastava eu chorar e alguém vinha imediatamente saber o que eu queria. Sinto falta das amizades sinceras e pura de meus "amiguinhos".
Não que a saudade seja uma constante, mas de vez em quando, ela bate e chega a doer. Sinto falta de como tudo era mais colorido, mais fácil, menos dolorido. MENOS CORRIDO.
Tenho saudade dos sonhos. Ah! Como eles eram bons, e em sua maioria, em sua simplicidade, tão perfeitos. Saudade da inocência, de gargalhar de uma forma gostosa que há muito não faço, sem vergonha, com toda ousadia. Sinto falta dos olhares sinceros, das brigas que tive, dos bilhetes que escrevi e até mesmo dos que escrevi e não enviei.
Das músicas e de dançar sem pudor. De comer sem medo de engordar, de sorrir sem esperar outro sorriso em troca. Sinto falta da sinceridade que por vezes era em excesso.
Sinto falta até mesmo da falta. Às vezes sinto falta daquilo que não aconteceu e que de um certo modo poderia ter me feito muito feliz.

Saudade, companheira que por vezes clamo para me ser infiel e não bater machucando, entrando no peito, desenfreada. E mesmo sabendo que tempos de felicidade plena estão por vir, sei que jamais passarei momentos tão únicos e consequentemente felizes pelos anos que me esperam. E assim, continuo com minha saudade, companheira inseparável, até o óbito de tudo.

Dreams

Até o próprio oxigênio me sufocava, a escuridão parecia me engolir, eu estava trêmula e nervosa de mais para conseguir se quer me mexer. Tudo conspirava contra mim. Uma pressão sem tamanha empurrava meu estômago, esmagando-o. Minha respiração era rápida, ofegante. Ouvia meu coração que a cada segundo batia mais forte como que me avisando que a qualquer momento poderia explodir.
Eu ouvia sussurros o tempo todo, de todos os lados e não conseguia abrir os olhos, o medo do que encontraria ao abri-los, me impedia.
Algo me tomou a mente.
[Silêncio]
Ouvi uma voz, não era mais sussurro, tenho certeza. Era você, eu senti, com convicção afirmo isso.
Falava algo para mim, não conseguia ouvir, e minha visão estava embaçada de mais para conseguir olhar para você.
E por um segundo eu senti raiva de mim, um ódio extremamente venenoso, chegava a ser ácido. E foi tão bruto que acordei. Aos pulos, como tem sido sempre.
Como depois de tanto tempo, meu subconsciente tinha coragem de fazer aquilo comigo? Não consegui mais dormir e só pensava em como tudo tinha voltado a minha mente em questão de poucos minutos enquanto eu estava naquela cama completamente indefesa. Não se joga sujo assim consigo mesmo. Foi de uma maldade sem tamanho o que eu fiz comigo depois que perdi você. O medo me assombra em todas as noites, e tudo o que eu quero agora é que a claridade venha bater em minha janela.
Sonhos, o que eu faço com eles?